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sábado, 9 de julho de 2016

Plantas da Amazônia: Mata-pasto

 

Outros nomes comuns que a planta recebe, variando de região para região: Maria-preta, Mangerioba-grande, Dartrial, Candelabro, Fedegoso-de-folhas-largas e Carrapicho rateiro.
Planta de folhas compostas que cresce entre 1 metro e 3 metros é originária do Brasil. Este arbusto semi-lenhoso de altura variável, floresce no início verão em nossa região, e em outras partes do país florescem no outono. Seus frutos são vagens pretas e achatadas com uma ala muito saliente.  Existem as espécies Cassia alata e a Senna alata. E pertencem à família das leguminosas. Nos campos baixos da Baixada Maranhense, a mais comum é a espécie Senna alata. Assim, o mata pasto torna-se uma planta emblemática e peculiar em nosso solo alagável.
É considerada uma planta indicadora quando nasce espontaneamente, sem ser plantada ou semeada, em uma determinada região, solo ou clima, que por ser mais adaptada a esta determinada condição, ela apresenta vantagem no seu nascimento/crescimento e desenvolvimento em relação às outras plantas, inclusive às cultivadas. Neste caso ela pode ser caracterizada como uma erva daninha ou inço se aparecer em áreas de cultivos comerciais também podendo ser chamada de planta daninha. O tipo de solo que esta planta está adaptada é solo compactado e duro ou superficialmente erodido, como o solo baixadadeiro maranhense no verão. Em solo fértil fica viçosa; em solo pobre fica pequena.
Importância
O mata-pasto, apesar de não apreciada pelos ruminantes quando verde, é muito consumida quando naturalmente seca. Apresenta, portanto, a possibilidade de ser usada como feno, para diminuir a carência alimentar dos rebanhos de bovinos, equinos e caprinos na época de seca. Transformada em feno, o mata pasto apresenta-se rico em cálcio (Ca) e fósforo (P). O mata-pasto é uma planta nutricionalmente adequada, com seu corte para fenação por volta de 120 dias.
Propriedades curativasO mata pasto também possui propriedades curativas. Segundo a medicina alternativa suas folhas, raízes e sementes são Febrífugas, diaforéticas, tônicas, purgativas, depurativas e emolientes. A raiz é tônica e as sementes anti-helmínticas. Suas folhas são indicadas no combate a dermatoses e secas cura afecções da pele, do herpes e úlceras. Combate diarreias e leucorréias. O pó da casca é usado também como cicatrizante. Os habitantes da zona rural arariense usam os galhos secos do mata pasto como lenha para queimar nos fornos onde torram a farinha d’água e para fazer fumaça para afugentar as muriçocas.


Árvore: Mangueira

Nome Científico: Mangifera indica
Nomes Populares: Manga, Mangueira
Família: Anacardiaceae
Categoria: Árvores, Árvores Frutíferas
Clima: Equatorial, Subtropical, Tropical
Origem: Ásia
Altura: acima de 12 metros
Luminosidade: Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene
Solo: qualquer tipo, desde que não seja encharcado
Colheita: segundo ano após o plantio se a muda for de enxertia
Flor: Agosto a novembro.
Fruto: Novembro a fevereiro.
Fruta: Manga

A mangueira é uma árvore frondosa de porte médio a alto, podendo atingir até 30 metros. Apresenta copa arredondada e simétrica, variando de baixa e densa a ereta e aberta e adquirindo eventualmente forma piramidal. Nos plantios modernos, o porte e formato da planta fica determinado pela densidade de plantio e tratos culturais, principalmente pelo sistema de poda utilizado. A folhagem é sempre verde.
O período entre o florescimento e o amadurecimento do fruto é de aproximadamente 100 a 150 dias, variando, portanto, de acordo com as condições climáticas e, sobretudo, com a variedade.
Plantio

 Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, profundo e irrigado a intervalos periódicos. Rústica, pode-se no entanto cultivá-la em solos pobres, com menor produtividade, mas dependente de irrigação. Planta tipicamente tropical, a mangueira não tolera o frio excessivo, ventos ou geadas. Multiplica-se por sementes, enxertia ou alporquia.

http://www.esalq.usp.br/trilhas/fruti/fr28.htm

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Eucalipto



O eucalipto é uma planta medicinal bastante utilizada no combate de diversas doenças respiratórias devido as suas propriedades expectorantes, e pode ser utilizado em forma de chá, óleo essencial ou em vapores para inalação.
O nome científico do eucalipto é Eucalyptus globulus Labill e pode ser comprada em lojas de produtos naturais. Com o eucalipto pode-se fazer ótimos remédios caseiros para doenças respiratórias.

Aspectos Botânicos

O gênero Eucalyptus, pertencente à família Myrtaceae, tem sua origem na Austrália, exceto pelas espécies E. urophylla e E. deglupta que ocorrem em ilhas na Oceania fora da Austrália.

O Eucalyptus é dividido em 8 subgêneros: Blakella, Eudesmia, Gaubaea, Idiogenes, Telocalyptus, Monocalyptus, Symphyomyrtus e Corymbia (hoje considerado gênero).

Atualmente, têm-se de 600 a 700 espécies já identificadas, com diferentes exigências quanto à fertilidade de solo, tolerância a geadas e a seca, possibilitando seu plantio em mais de 100 países, todos com importância econômica.

No Brasil, as principais espécies plantadas são o E. grandis, E. saligna, E. urophylla, E. viminalis, híbridos de E. grandis E. urophylla, E. citriodora, E. camaldulensis, outros.

A primeira descrição botânica do gênero foi da responsabilidade do botânico francês Charles Louis L'Héritier de Brutelle, em 1788.“O nome do seu gênero faz referência à capa ou opérculo que cobre os órgãos reprodutores da flor, até que cai e os deixa a descoberto. Este opérculo é formado por pétalas modificadas. De fato, o poder atrativo da sua flor deve-se à exuberante coleção de estames que cada uma apresenta, e não às pétalas, como acontece com muitas plantas. Os frutos são lenhosos, de forma vagamente cônica, contendo válvulas que se abrem para libertar as sementes. As flores e os frutos do eucalipto são, de fato uvas “.

Quase todos os eucaliptos têm folhagem persistente, ainda que algumas espécies tropicais percam as suas folhas no final da época seca. Tal como outras mirtáceas, as folhas de eucalipto estão cobertas de glândulas que segregam óleo - este gênero botânico é, aliás, pródigo na sua produção. Muitas espécies apresentam ainda dimorfismo foliar. Quando jovens, as suas folhas são opostas, de ovais a arredondadas e, ocasionalmente, sem pecíolo. Depois de um a dois anos de crescimento, a maior parte das espécies passa a apresentar folhas alternadas, lanceoladas a falciformes (com forma semelhante a uma foice), estreitas e pendidas a partir de longo pecíolo.

Para que serve o eucalipto
O eucalipto serve para o tratamento de gripe, resfriado, rinite, sinusite, adenite, amigdalite, asma, bronquite, nariz escorrendo, pneumonia, tuberculose, febre, vermes intestinais, acne, mau hálito e dor muscular.
Propriedades do eucalipto
As propriedades do eucalipto incluem ação anti-séptica, desinfetante, expectorante, tônica, anti-inflamatória, antimicrobiana, aromática, descongestionante, expectorante e vermifuga.
Modo de uso do eucalipto
A parte utilizada do eucalipto é a sua folha e pode ser usada de várias formas, desde inalação até chá.
  • Chá: Adicionar 1 colher de folhas picadas de eucalipto em uma xícara e cobrir com água fervente. Depois de morno, coar e tomar.
  • Inalação: Colocar 5 gotas de óleo essencial de eucalipto em uma tigela com 1 litro de água fervente e inalar o vapor por alguns minutos. Para aproveitar ao máximo, coloque uma toalha de banho sobre a cabeça como se fosse fazer uma tenda para cobrir a tigela, assim o vapor ficará aprisionado e o indivíduo inspirará uma maior quantidade do vapor que alivia os sintomas.
  • Uso tópico: Realizar uma massagem nos locais desejados utilizado 2 gotas de óleo essencial de eucalipto para 100 ml de óleo mineral.
Efeitos colaterais do eucalipto
Os principais efeitos colaterais do eucalipto se prendem com o seu uso excessivo e incluem dermatite, dificuldade para respirar e taquicardia.
Contraindicações do eucalipto
O eucalipto está contraindicado em caso de alergia ao eucalipto ou durante a gravidez.
Mito ou Verdade
MITO: O eucalipto consome muita água.
A VERDADE: O eucalipto tem a capacidade de absorver mais água no período de chuvas e reduzir a transpiração durante a época de estiagem, havendo espécies que chegam a perder as folhas no fim desse período. As raízes dele não ultrapassam 2,5 m de profundidade, por isso não alcançam os lençóis freáticos e retiram do solo uma quantidade de água muito próxima à consumida por árvores de florestas nativas.
Além disso, o eucalipto faz um aproveitamento muito eficiente da água que absorve, o que pode ser claramente percebido quando comparamos a produtividade dele e de outras culturas agrícolas a partir do mesmo volume de água. Cada litro de água consumido por uma floresta de eucalipto produz 2,9 g de madeira. Com o mesmo volume se produz apenas 1,8 g de açúcar, 0,9 g de grãos de trigo e 0,5 g de grãos de feijão.
As florestas de eucalipto também retêm menos água da chuva que as matas nativas, cujas árvores possuem copas amplas. Nas matas, a água que fica retida na folhagem evapora, enquanto nas áreas de plantação de eucalipto a maior parte do volume de chuva cai direto no solo.


MITO: O eucalipto prejudica o solo.
A VERDADE: Comparado com a agricultura, que tem ciclos anuais, o cultivo de eucalipto tem longa duração, com ciclos de aproximadamente sete anos. Durante esse tempo, ele atua em benefício do solo, protegendo-o e contribuindo para a melhoria de sua drenagem, aeração e capacidade de armazenamento de água.
Quando o eucalipto é colhido para aproveitamento da madeira, sua casca, galhos e folhas -- partes da árvore que concentram cerca de 70% dos nutrientes dela -- são deixados na própria floresta, onde vão se decompor. Esse material forma uma espessa cobertura de matéria orgânica que protege a superfície do solo da erosão. Quando decompostas, as partes da árvores são incorporadas à terra e seus nutrientes são aproveitados pelos outros eucaliptos que se desenvolvem ali.


MITO: O eucalipto prejudica a biodiversidade.
A VERDADE: Ao contrário do que é amplamente divulgado, o setor de florestas plantadas tem um compromisso muito sério com a preservação da biodiversidade. As florestas de eucalipto são plantadas em consórcio com reservas nativas. Parte da área da propriedade é estabelecida como área de proteção permanente. Isso torna possível a formação de verdadeiros corredores ecológicos, que favorecem a presença de fauna e flora diversificada.
A questão da biodiversidade está relacionada também às condições prévias da região onde a floresta é estabelecida. Em uma área que já foi floresta nativa um dia, mas que agora está desmatada, a implantação de uma floresta de eucalipto resultará em um aumento considerável da biodiversidade.


MITO: As florestas de eucalipto prejudicam as comunidades vizinhas.
A VERDADE: Engana-se quem acredita que a implantação de uma floresta de eucalipto ameaça as comunidades que vivem perto dela e prejudica a economia da região. Muito pelo contrário. As florestas de eucalipto geram dezenas de empregos de forma direta e indireta. Tanto os viveiros, onde são produzidas as mudas quanto a manutenção da própria floresta em desenvolvimento requerem mão de obra qualificada, e nada melhor do que contratar gente dos arredores para suprir essa demanda. Ao mesmo tempo, essas pessoas têm a oportunidade de aprender uma profissão.
Além disso, na localidade em que uma floresta plantada se estabelece há investimento em infraestrutura, pois necessita-se, por exemplo, que as estradas por onde passarão as carretas com carregamento de madeira estejam em boas condições. Com isso, todos que utilizam aquela estrada também são diretamente beneficiados. Esse é só um exemplo de como uma floresta de eucalipto pode contribuir para a região onde está.

Fonte bibliográfica:
http://www.venturoli.com.br/mitos-e-verdades-sobre-eucalipto.php

Erva Cidreira



Nome CientíficoLippia Alba (Mill.)N.E.Brown quimiotipo limoneno-citral
Nome Popular : Conhecida também como chá-de-tabuleiro; cidrila; erva-cidreira-de- arbusto; alecrim-selvagem; cidreira-brava; falsa-melissa; erva-cidreira; erva-cidreira-brasileira; erva-cidreira-do-campo; cidreira carmelitana; salva; salva-do-brasil; salva-limão; alecrim-do-campo; salva-brava; sálvia e e outros.
Família: Verbenaceae

Para que serve a Erva-cidreira
A Erva-cidreira serve para ajudar no tratamento da ansiedade e nervosismo, agitação, problemas digestivos, distúrbios do sono, herpes, catarro, palpitações, vômitos, enxaquecas, dor de cabeça, arrotos e flatulência.
A erva cidreira também ajuda a emagrecer porque acalma, combatendo a ansiedade que pode levar a vontade de comer mais.
Como fazer o chá
Chá do tipo abafado. Deve ser preparado por infusão na proporção de 4 a 5g (um punhado) de folhas frescas para uma xícara de água. Devido a sua baixa toxidade, pode ser bebido à vontade.


Retirado dos sites:
http://farmaciaviva-ufc.blogspot.com.br/2012/03/cidreira-carmelitana.html

Planta: Babosa

 

Nome popular: Babosa, Aloe
Nome científico: Aloe vera (L.) Burm. f.
Família: Liliaceae.
Origem: África.

Propriedades: Cicatrizante, antimicrobiana, emoliente (hidratante da pele).

Aloe succotrina e Aloe vera são uma das centenas de espécies de plantas conhecidas popularmente como babosa, atualmente a mais amplamente utilizada em produtos de consumo, tanto para uso externo como interno, por causa de suas reconhecidas propriedades benéficas.
O uso desta planta é de longa tradição em várias partes do mundo, dado os seus muitos benefícios observados ao longo dos anos, inicialmente confirmados apenas pela experiência, mas hoje também por uma gama de pesquisas científicas.
Tanto o gel (para uso externo) que o sumo (para uso interno) são utilizados de suas folhas e a planta pode ser facilmente cultivada em casa. O gel é particularmente eficaz no tratamento tópico de queimaduras, escoriações, psoríase e outras doenças da pele, enquanto o suco é utilizado principalmente como imunomodulador, desintoxicante e para problemas gastrointestinais.
Ao longo do tempo tornou-se claro que a aloína, um princípio ativo naturalmente presente na planta, especialmente quando consumida com frequência, pode irritar a mucosa intestinal com um efeito laxante sério. Por isso que todos (ou a maioria) dos produtos à base de aloe, atualmente existentes no mercado para o uso interno, devem ser submetidos a tratamentos para a retirada desta substância.
Benefícios
O gel para uso tópico, pode ser colocado sobre a pele tendo sido retirado diretamente da planta (usando uma faca afiada, de preferência flexível, se retira a casca da folha e toda a sua parte amarela presente logo abaixo da casca, para colher a sua parte interna, que é a parte “babosa”, o gel da planta).
Seu uso é muito versátil e pode ser útil em várias situações.
Aplicações do gel da aloe vera
  • Antirrugas natural (o gel é incrivelmente hidratante e pode ser colocado diretamente sobre as peles do rosto e pescoço, deixando-o agir até secar ou pelo tempo que quiser. Eu pessoalmente coloco e me esqueço, até o coloco antes de dormir). O gel é tão impressionantemente eficaz, que dizem que a babosa era o segredo de beleza utilizado por Cleópatra no antigo Egito.
  • Caspa: coloque o gel sobre o couro cabeludo, massageando-o antes de lavá-lo normalmente.
  • Queimadura solar: por seu efeito hidratante, depois de exagerar no sol, o melhor remédio é o gel da babosa, refrescante e hidratante.
  • Pelos mesmos motivos, o gel pode ser aplicado em outros tipos de queimaduras.
  • Para a pele seca do frio: das mãos, do rosto, das pernas, braços etc.
  • Como hidratante natural para o corpo (além do rosto).
  • Para cuidar dos cabelos independentemente da caspa.
  • Para aliviar a irritação cutânea, depois da depilação com cera ou lâminas.
  • Para aliviar manchas na pele causadas pelo sol, faça máscaras com frequência, usando o gel da babosa.
  • Para uma cicatrização mais rápida e para evitar marcas de cicatrizes.
  • Para picada de insetos, para as de pernilongos o alívio na coceira é imediato.
  • Para dores musculares por suas propriedades antiinflamatórias e calmantes.
  • Pelos mesmos princípios o gel pode ser aplicado em gengivas inflamadas e em outras inflamações internas na boca também para cicatrizar espinhas e acnes do rosto.
  • Para dor de cabeça, prove usar o gel de aloe vera com uma gotinhas de óleo essencial de menta aplicando-o às têmporas e à nuca, com movimentos circulares.
Texto retirado do site:
https://www.greenme.com.br/usos-beneficios/1881-tudo-sobre-a-babosa-beneficios-e-contraindicacoes